Dança no negro da tela molhada
Dança de trupe trepada na escada
Em cada dança
marcada,
uma nota em cor
Corra de lado,
dance errado
em terror
Ou fique parado,
em esperança
estática
Da tática simples da dança contrária
Da dança calada, olhos nos olhos de peixe
Deixe a dança, contrarie e respeite
Ou se deleite,
ou se compasse
Ou se clareie,
ou se enlace
Face colada, pernas trançadas,
Cada dança, cada passo em falso
Infausto, encalços das coreografias
Frias noites, bailes de fotografias
Ria em traços calmos,
rápidos
Inocentes... sente a dança,
Sente
a
dança...
(...)
Levanta.
***
Robinson Machado, 2004.
Escrito por Robinson Machado às 15h43
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