Transfigurado
Amor bom é amor morto. A tentativa de abandonar a poesia não abrandou o ferro de construção que atravessa o peito para desabar uns versos. Porra, que jorro enfim vai findar o que é triste? Matar o tempo sem voar deixa a poética chegar bem perto, cravar na carne a unha, aquela única que afia. E cá estou, lógico, sozinho em frustração insone; com alguma fome de ser amado. Uma semana de um bilhão de horas. Uma vontade e um milhão de dúvidas. Peço por um olhar que me atravesse. Peço por um sorriso que me arrebate. Peço por uma paz que rompa o meu silêncio. O pior é saber que há, mas não se pode tocar. Tão perto, mas tão na estante. Tão longe. Logo ali.
Escrito por Robinson Machado às 08h13
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